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TPI absolve Laurent Gbagbo

Tribunal Penal Internacional absolve ex-presidente marfinense Laurent Gbagbo de crimes contra a humanidade

TPI absolve Laurent Gbagbo
O Tribunal Penal Internacional, TPI, absolveu o ex-presidente marfinense Laurent Gbagbo em sessão em Haia, na Holanda.

De acordo com o  juiz Cuno Tarfusser, que presidiu o caso, a maior parte do juri decidiu que o ex-líder e seu ministro da Juventude, Charles Blé Goudé, ficam livres de todas as acusações de crimes contra a humanidade alegadamente cometidos em 2011 e determinaram a sua libertação imediata.

O juiz destacou ainda que a acusação não conseguiu demonstrar que os discursos públicos de Gbagbo constituíam ordens ou induziram simpatizantes a cometerem os supostos crimes.

De acordo com o TPI, a acusação pode recorrer da sentença e pedir que ambos continuem detidos por “razões excecionais”.

Gbagbo foi acusado de cometer crimes contra a humanidade associados à violência eleitoral ocorrida entre dezembro de 2010 e abril de 2011, na qual milhares de pessoas morreram e pelo menos meio milhão foram deslocadas.

A violência foi mais intensa nas cidades de Abidjan, no sul do país, e Duekoué, no oeste. O ex-líder recusou-se a reconhecer a vitória do seu ex-rival e agora presidente Alassane Ouattara.

Ele foi capturado em 2011 no palácio presidencial por forças internacionais.
De acordo com a acusação,  Gbagbo apegou-se ao poder "por todos os meios" e foi indiciado por crimes contra a humanidade, assassinato, violações e outras formas de violência sexual, perseguição e "outros atos desumanos". Ele negou todas as acusações.

O julgamento que começou a 28 de janeiro de 2016, teve um total de 231 dias de audiência dedicados à apresentação das provas dos procuradores onde 82 testemunhas falaram em tribunal e através de link de vídeo.

Milhares de documentos foram submetidos ao TPI com centenas de petições, solicitações e decisões arquivadas até o encerramento das sessões em 4 de junho de 2018.

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